Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

Ai! meus irmãos!



Ai! meus irmãos! não seremos como a flor

Que se desprende, intacta, e o vento leva!

Salvé-Rainha! Mãe do pecador!

A Vós bradamos: - Bálsamo! Frescor!

Nós degradados filhos de Eva.



Pedro Homem de Mello ( Salvé-Rainha)

Volve a nós





Volve a nós, ó Virgem pura

Os teus olhos de piedade;

Põe termo, por compaixão,

Aos males da nossa idade



(Popular)

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

O POBRE QUE FALTOU



Tive há pouco de tudo à minha mesa: pão,
Vinho velho, água pura e sal e mel doirado,
Loiça Vista Alegre antiga e com brasão,
Sobre toalha de linho alvíssimo e bordado;

Porcelanas azuis e lavabos de cobre;
E mais: rosas ao centro. Apenas não havia
A presença de Deus na pessoa de um pobre
- E o pobre que faltou, deixou-me a alma vazia.


Moreira das Neves, A Tarde e o Céu

CANDELÁRIA

Há quarenta dias a Igreja celebrava o dia de Natal de Jesus.” Quarenta dias depois e como mandava a Lei, os pais trouxeram o Menino para o apresentarem ao Senhor”. E também os animais para o sacrifício.
A Festa de Hoje é mais uma festa de EPIFANIA. Todos pertencemos ao Senhor. Se a vida é dom de Deus publicamente a mesma deve ser reconhecida como tal.
Foi isso que fizeram os velhos SIMEÃO – Talvez a sua última consagração pública de Pertença ao senhor - “Agora Senhor, podereis deixar partir em Paz o vosso servo, pois os meus olhos viram a salvação” e a de ANA, que não se afastando do Templo, nesse dia, teve mais uma forte razão para bendizer o Seu Deus.
MARIA e JOSÉ, como sempre conservavam todas estas coisas meditando-as nos seus corações.
Esta é a revelação (Epifania) própria dos simples.
Os que são verdadeiramente grandes e dignos de toda a honra manifestam Deus guardando-o no seu coração. Este é também um modo de ser e se tornar epifania de Deus.
Um outro modo não menos exigente quanto manifestativo, é o de se purificar constantemente, tornando-se assim pertença explícita e exclusiva de Deus.


MARIA, mãe de Deus, jamais se purificou. Ela é a CHEIA DE GRAÇA porque imaculada.

N.d.S.

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Servidores do Reino



Ser especialmente Consagrado,
Quem algum dia o mereceu?!
Sendo, assim, Dom tão elevado,
Só pode ser Graça do Céu!

É sinal do chamamento
D’Aquele que pensou em mim…
Serei apenas Seu instrumento
Amando e servindo-O sem fim!...

Consagrado (a) que o és
Escuta bem Quem chamou…
Sobe ao Monte como Moisés,
E ouvirás: “ Sou Aquele que sou “ !

P. João C. Nunes --- 2012 / 02 / 02

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Perto da passagem de milénio



Fotos de 1954







Sábado, Janeiro 28, 2012

Discípulo impaciente



Após uma exaustiva sessão matinal de orações no mosteiro de Piedra, o noviço perguntou ao abade:- Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?- Vou responder-lhe com outra pergunta - disse o abade. - Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã? - Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal! - Então, esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independentemente das preces que fazemos.O noviço revoltou-se:- O senhor quer dizer que as nossas orações são inúteis? - Absolutamente. Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.
In Clarissas de Monte Real

Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Mulher-Mãe



Há uma mulher que tem algo de Deus, pela imensidão do seu amor, e muito de anjo, pela incansável solicitude dos seus cuidados; uma mulher que, sendo jovem, tem a reflexão de uma anciã e, na velhice, trabalha com o vigor da juventude; Uma mulher, que, se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio, e, se é instruída, se acomoda à simplicidade das crianças; uma mulher que, sendo pobre, se satisfaz com a felicidade daquele que a ama e, sendo rica, daria com gosto os eu tesouro para em seu coração não sofrer a ferida da ingratidão; uma mulher que, sendo vigorosa, treme com o gemido de um pequenino e, sendo débil, assume, às vezes, a bravura de um leão; uma mulher que enquanto viva, não a sabemos estimar, porque a seu lado todas as dores se esquecem, mas, depois de morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para a ver de novo um só instante, para receber dela um só abraço, para escutar uma só palavra dos seus lábios.
Dessa mulher não me exijais o nome, se não quereis que cubra de lágrimas o vosso álbum, porque já a vi passar no meu caminho.
Quando crescerem os vossos filhos lede-lhes esta página, e eles, cobrindo de beijos a vossa face, vos dirão que humilde peregrino, em paga da sumptuosa hospedagem recebida deixou aqui, para vós e para eles, um esboço do retrato de MÃE!
Monsenhor RAMÓN ANGEL IARA (bispo Chileno)

Estão convidados

Acompanhe neste horário o programa Luz no Caminho. Pela rádio em 92.5 MHz ou pelo link que aqui deixamos... Clique aqui!




Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

Um ou dois amigos



Toda a paz e todo o prazer,

em um ou dois amigos.


Todos os teus problemas encontram solução

em um ou dois amigos.


Uma canção para cantar,

pão estaladiço para partilhar

com um ou dois amigos.


Um sorriso para oferecer,

uma dor a suportar

com um dois amigos.


Um caminho para andar

E uma meta a alcançar;

As horas mais felizes que conhecemos

começaram sempre

com um dois amigos.


Algumas gargalhadas,

talvez algumas lágrimas

com um ou dois amigos.


O irmão da alma e o irmão do coração...


Não contemos mais horas do que as

cheias de alegria e festejemos

os bons momentos que passámos

com um ou dois amigos.


Enche o teu copo e, então,

levanta-o para o brindar à saúde

de um ou dois amigos.


Pois não há melhor visão do que

a de um rosto amigo, nem caminhar

mais suave que o caminhar dos amigos.


... o Paraíso será um lugar melhor com um ou dois amigos.



L.M.R.

Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

identidade de Paulo de Tarso



Deixemos que seja ele próprio a fazê-lo:








"…Circuncidado ao oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, um hebreu descendente de hebreus; no que toca à Lei, fui fariseu;no que toca ao zelo, perseguidor da Igreja; no que toca à justiça - a que se procura na lei - irrepreensível. Mas, tudo quanto para mim era ganho, isso mesmo considerei perda por causa de Cristo. Sim, considero que tudo isso foi mesmo uma perda, por causa da maravilha que é o conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor: por causa dele, tudo perdi e considero esterco, a fim de ganhar a Cristo e nele ser achado, não com a minha própria justiça, a que vem da Lei, mas com a que vem pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e que se apoia na fé". (Da carata aos Filipenses 3,5-9)

Terça-feira, Janeiro 24, 2012

Silêncio... Tempo de estudo!

Das 18 as 19.30 é tempo de estudo!
Silêncio… trabalho…
Preguiça não vale!

No coração de uma família generosa também tem e deve ter sempre lugar o Seminário Menor e o Pré Seminário



Olhando para a realidade material que é este Seminário Menor do Fundão ou para as imagens que ao longo de tantos anos ele nos ofereceu, podemo-las amar ou ignorar, discutir ou recriar, questionar a sua existência ou comprometer-nos com as mesmas e com o mesmo para que ele seja sempre e realmente uma etapa bem importante na vida daquele que se julga chamado a vocação sacerdotal.
Maior que o “Seminário Menor” é sempre a generosidade do coração daquela família de onde o candidato é oriundo (pais, irmãos, parentes e outros amigos) capaz de criar espaço dentro de si e, desse modo, facilitar que a voz do chamamento divino se tornar mais audível ao interessado.
Para mim a vocação sacerdotal, como as outras, começam sempre num “Seminário Menor ou Pré-seminário” por que é “aos poucos e poucos” que a família se vai abrindo e facilitando que um dos seus membros se entregue generosamente ao Senhor e o chamado faça o mesmo percurso de generosidade.
Mesmo que o compromisso com o chamamento definitivo feito por Cristo só se realize em idade adulta, toda a vocação se inicia, mesmo se as pessoas candidatas ao sacerdócio ministerial forem já adultos feitos, em “Seminário Menor” precedido ou não por um “ Pré-Seminário” pois o nosso Deus não é um Deus de pressas…; Ele não diz tudo de uma só vez, como também o coração de quem responde (astucioso como é) só se vai abrindo e entregando à medida que mergulha na profundidade e na experiência do Mistério Trinitário.
O “Seminário Menor e o Pré seminário” serão sempre aquele espaço reservado no coração, quer da família, quer do candidato, quer da Igreja, onde a vocação desabrocha, cresce, se torna fecunda e se projecta em ordem à sua realização plena.
P. Alfredo

Em comunhão



O seminário Menor do Fundão apresenta à Irma Lúcia, da Liga dos Servos de Jesus, e a toda a sua familia o seu espírito de comunhão, solidariedade e Paz em Deus neste momento em que sua mãe fisicamente se ausentou da(s) sua(s) vida(s). Em Tudo "É preciso que Ele Reine".

A SANTIDADE (vida devota)





(…) Ele (Deus) ordenou aos cristãos, plantas vivas de sua Igreja, que produzissem frutos de devoção (santidade), cada qual de acordo com sua categoria, estado e vocação.

A devoção (santidade) deve ser praticada de modos diferentes pelo nobre e pelo operário, pelo servo e pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela casada. E isto ainda não basta. A prática da devoção (santidade) deve adaptar-se às forças, aos trabalhos e aos deveres particulares de cada um.

(…) Seria conveniente que os bispos quisessem viver na solidão como os cartuxos; que os casados não se preocupassem em aumentar seus ganhos mais que os capuchinhos; que o operário passasse o dia todo na igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre disponível para todo tipo de encontros a serviço do próximo, como o bispo. Não seria ridícula, confusa e intolerável esta devoção?

Contudo, este erro absurdo acontece muitíssimas vezes. E no entanto, a devoção (santidade) quando é verdadeira não prejudica a ninguém; pelo contrário, tudo aperfeiçoa e consuma. E quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é falsa, sem dúvida alguma.

(…) Assim também cada um se torna mais agradável e perfeito na sua vocação quando esta for conjugada com a devoção (santidade): o cuidado da família torna-se tranquilo, o amor mútuo entre marido e mulher, mais sincero, o serviço que se presta ao príncipe, mais fiel, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.

É um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida devota (santa) dos quartéis de soldados, das oficinas dos operários, dos palácios dos príncipes, do lar das pessoas casadas. (…) Portanto, onde quer que estejamos, devemos e podemos aspirar à vida perfeita.

Da Introdução à Vida Devota, de São Francisco de Sales, bispo

Webmaster




Caros amigos:

Apresentamos hoje, dia de S. Francisco de Sales - Patrono dos jornalistas, com “ar renovado” este nosso espaço virtual. Esperamos que gostem e por isso continuemos a merecer a vossa habitual visita.

Informamos que o acesso a este espaço continuará a fazer-se pelo blog (http://www.seminariodofundao.blogspot.com/) e agora também, de forma mais simples e direta, pelo site http://www.seminariodofundao.com/ que reencaminha para este nosso espaço de sempre.

Lançamos as redes… que a pesca seja abundante!

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Em manutenção

Hoje, a partir das 23 horas este nosso espaço poderá sofrer interrupções de funcionamento.
Procederemos a uma actualização dos componentes deste nosso espaço virtual.
Pedimos a vossa melhor compreensão.
Até

Sábado, Janeiro 21, 2012

IIIº Domingo do tempo comum

O RABI


O Rabi, com seus tristes olhos sérios,
Pelos montes, os rios as searas,
Vai andando e pregando ideais mistérios:
Novos céus, novas leis, místicas raras.

Assim prega o rabi: - “Andai no mundo
Sem alforge, sandálias nem bordão!
Pregai e consolai. Limpai o mundo.
Largai a própria casa o vosso irmão! (…)

“Dai aos órfãos a aos pobres, que não têm
Os grãos da vossa eira ou da colheita.
Que a vossa esquerda nunca saiba o bem
Que praticou a vossa mão direita!” (…)
(A. Gomes Leal)

Parabéns

Hoje o actual vice reitor do Seminário do Fundão (Pe. Alfredo Neves) cumpre o seu aniversário natalício. Para ele desejamos saúde, paz e todas as graças de Deus.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Momento de Oração pela Unidade dos Cristãos

Vem a nós agora, Senhor,

reina em nossos corações.

Sê para nós,

agora e sempre, o nosso guia.

Leva-nos a estar juntos,

para que possamos ser um.

Une-nos, todos juntos,

como povo de Deus.

Senhor, sê para nós

a Verdade e o Caminho.

Cumpre o plano do Pai e faz-nos um.

Vem, sê nossa vida

e dá-nos tua paz.

Que sejamos um

em Jesus Cristo nosso Senhor.

Amén.

Tempo de limpar...

Tudo tem o seu tempo.

Em breve a vida renascerá. É preciso que tudo se encontre preparado. Cortam-se os ramos velhos. Rasga-se o terreno, eliminam-se detritos.

Volta-se a acreditar e a esperar a nova sementeira, o novo ano agrícola, os novos dons que nos serão dados. Hão-de ser fruto do trabalho e brotarão e desenvolver-se-ão graças Aquele que nada nos deve. É assim que o povo fala.

* * *

Neste tempo liturgico e que denominamos de "Tempo Comum" há-de ser tempo de preparação, de vivência, de Fé e de Esperança. Tempo do Senhor onde Ele mesmo se revela como Aquele que tudo realiza e faz crescer em cada um de nós. Para tanto basta nós deixarmos, trabalharmos com Ele e nos abandonarmos na Sua PROVIDÊNCIA divina.

N.d.S.

Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

Propósito a propósito da mensagem da velha chinesa...

Cada um de nós tem o seu defeito próprio : mas é o defeito que cada um de nós tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é ... e descobrir o que há de bom nele !

Portanto, meu 'defeituoso' amigo/a, desejo que tenhas um bom dia e que te lembres de regar as flores do teu lado do caminho !




Um abraço amigo...

Cada qual sua Missão...




Uma chinesa velha tinha dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Todos os dias ela ía ao rio buscar água, e ao fim da longa caminhada do rio até casa o vaso perfeito chegava sempre cheio de água, enquanto o rachado chegava meiovazio.
Durante muito tempo, a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito tinha muito orgulho do seu próprio resultado - e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Ao fim de dois anos, reflectindo sobre a sua própria amarga derrota de ser 'rachado', durante o caminho para o rio o vaso rachado disse àvelha :
'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até à sua casa ...'
A velhinha sorriu :
'Reparaste que lindas flores há no teu lado do caminho, somente no teu lado do caminho ? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto voltávamos do rio, tu regáva-las.
Foi assim que, durante dois anos, pude apanhar belas flores para enfeitar a mesa e alegrar o meu jantar. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa !'

Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Oração



Reza o teu rosário, move os lábios teus!
A oração é ingénua? Vem de crença antiga?
Não importa! Reza, minha boa amiga,
Que as orações são línguas de falar com Deus.
Guerra Junqueiro (in pulvis)

Fazenda da Esperança



Hoje fomos visitar a Fazenda da Esperança - Portugal.


Verificámos in loco o estado avançado da execução da obra.

Que a Esperança vença!


Mais informações a respeito deste projecto no seguinte blogue: http://www.fazendadaesperancamacaldochao.blogspot.com/

Nota Pastoral

Uma reflexão e revisão pastoral diante dos diocesanos, pelo Bispo da Diocese
Cumprem-se hoje, dia 16 de Janeiro, sete anos de exercício do Ministério Episcopal que me foi confiado na Diocese da Guarda. Foi no dia 21 de Dezembro de 2004 que o então Papa João Paulo II me nomeou como Bispo Coadjutor e me enviou para a Diocese da Guarda, no impedimento do Sr. D. António dos Santos, por razões de doença grave.Lembro com profundo agrado o acolhimento caloroso que a Diocese dispensou, nesse dia frio de 16 de Janeiro de 2005, àquele que o Senhor lhe enviava.O primeiro ano, ou seja, a ano pastoral 2005-06, foi um ano para tentar conhecer, na vastidão territorial da nossa Diocese, aqueles que são os primeiros agentes da acção pastoral – os Sacerdotes. Procurei contactar cada um no seu próprio espaço de trabalho pastoral e ao mesmo tempo aperceber-me de quais eram os outros agentes pasto­rais que os acompanhavam no serviço das comunidades e também dos principais movimentos de apostolado implantados na nossa Diocese.Dificuldades mais acentuadas, comecei a senti-las ao terminar o primeiro ano pastoral da minha presença na Diocese, quando era necessário prover aos diferentes cargos pastorais, a começar pela responsabilidade na condução das paróquias e conjuntos de paróquias. E desde a primeira hora senti que se impunha a necessidade de todos nós – sacerdotes e povo de Deus no seu conjunto – evoluirmos da responsabilidade pastoral concentrada na única pessoa do Pároco para a efectiva partilha de responsabilidades, numa Igreja entendida essencialmente como comunhão de ministérios ao serviço da comunhão dos fiéis. Reconheço que este tem sido um caminho difícil de percorrer.Os quatro anos seguintes (2006 a 2010) foram vividos com uma preocupação de fundo, a qual consistiu em repropor o Catecismo da Igreja Católica ao conjunto dos fiéis de toda a nossa Diocese, a começar pelos adultos e por aqueles que são praticantes regulares nas nossas comunidades. Procurámos que cada uma das quatro partes do Catecismo fosse objecto de formação na Fé dos cristãos adultos durante esses anos. E para atingirmos este objectivo elaborámos, com a colaboração de padres e leigos da nossa Diocese, um texto de apoio para cada ano. Não foi fácil fazer compreender aos fiéis que temos de passar à nova cultura da formação permanente também na Fé, a começar pelos adultos. Estamos, de facto, perante uma necessidade que o Povo Cristão continua a ter dificuldade em identificar e aceitar e nós sacerdotes confrontamo-nos com a dificuldade de fazer despertar os fiéis para esta importante realidade. Fomo-nos sentindo muito sobrecarregados com as solicitações imediatas que nos eram e são feitas predominantemente na área das celebrações. E esta realidade foi-se tornando tanto mais pesada quanto o número de paróquias teve de crescer em cada conjunto confiado ao mesmo Pároco, porque o número de sacerdotes foi diminuindo; isto, apesar de o número de pessoas, nos nossos meios, estar em progressiva queda. Na realidade, tivemos dificuldade em organizar o nosso tempo e a nossa agenda para dar à missão de ensinar, que o Senhor nos confia, o tempo e o investimento de energias de que ela precisa.E numa primeira avaliação também eu sinto que os objectivos estabelecidos para a recepção do Catecismo da Igreja Católica na Diocese não foram inteiramente atingidos.Mas o facto é que essa experiência permitiu-nos entrar numa outra aventura pastoral, também de formação permanente dos nossos fiéis. Essa aventura foi a proposta feita a toda a Diocese, no conjunto das suas comunidades e serviços, para progredirmos todos no encontro com Cristo vivo, através do acolhimento da sua Palavra, no Evangelho de cada ano litúrgico e com o método dos grupos bíblicos.Assim, no ano pastoral 2010-11, foi proposto a toda a Diocese o Evangelho de Mateus. No final do ano, ao fazer a nossa revisão, verificámos que tivemos na Diocese a funcionar 60 grupos bíblicos, nos quais estiveram envolvidos participantes em número aproximado entre 700 e 800.Não satisfeitos com os resultados conseguidos, no ano em curso, centrado no Evangelho de Marcos, sentimos que devíamos ensaiar uma reconvocação dirigida em primeiro lugar aos cristãos praticantes da Missa Dominical, mas também aos participantes ocasionais e ainda aos afastados e indiferentes.Também sentimos que os primeiros agentes desta reconvocação têm de ser os sacerdotes e seus mais directos colaboradores pastorais. Estes têm de ser os primeiros a assumirem-se como discípulos do Mestre e também missionários da sua causa. Para nos ajudarem neste processo missionário de reconvocação, pedimos ajuda externa a dois institutos missionários – os Redentoristas e os Verbitas – que estão a trabalhar connosco. Com a sua ajuda, pretendemos atingir dois objectivos: a) mobilizar para a atitude missionária os agentes pastorais mais responsáveis, a começar pelos sacerdotes; b) sensibilizar cada comunidade cristã para a sua responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho e convocar para o encontro com Cristo. A este processo chamamos “Missão para a Nova Evangelização”. Vivemos a esperança de que este esforço se traduza numa maior responsabilização de todos os agentes pastorais e também no aumento daqueles que se dispõem a aceitar o confronto com a Pala­vra de Deus e o consequente compromisso com a vida da comuni­dade cristã.Com as visitas pastorais às 365 Paróquias da nossa Diocese, por arciprestados, que comecei ainda no ano pastoral 2005-06, propus-me passar um dia de semana em cada paróquia e voltar no domingo seguinte para dar orientações na Missa Dominical. Este processo foi interrompido ao longo de todo o ano sacerdotal e espero que esteja terminado no final deste ano civil. Para as visitas pastorais há um objectivo prioritário estabelecido que é identificar em cada conjunto de Paróquias os cooperadores pastorais do mesmo Pároco e promo­ver a sua corresponsabilidade pastoral.Durantes estes sete anos houve alguns marcos na vida da nossa Diocese que desejo recordar.Um deles foi a assembleia geral do Clero realizada em 2010, em pleno ano sacerdotal. Nela foram apontados alguns caminhos que estão a marcar o ritmo pastoral da Diocese. Assim, depois e recomendar uma mensagem do Clero à Diocese, em ano sacerdotal, pediu a criação de um secretariado diocesano do Clero presidido por um vigário episcopal para o Clero. Pediu ainda que fosse criado um serviço de apoio “jurídico-pastoral” às paróquias e seus agentes pastorais e ainda que oportunamente fosse também organizada uma assembleia de todo o povo de Deus da Diocese (de representantes do Povo de Deus, entenda-se).Também os nossos Seminários tiveram de sofrer transformações. Assim, o Seminário Maior procurou aprofundar a cooperação com os Seminários Maiores das outras três Dioceses que estão comprometidas com o mesmo Instituto Superior de Teologia, sediado em Viseu. Não foi fácil o ajustamento às novas circunstâncias e há vários aspectos da vida do Seminário que precisam de continuar a ser reflectidos. Também o Seminário Menor do Fundão sofreu uma grande mudança, quando as circunstâncias impuseram que deixasse de ter escola de ensino básico e secundário própria. Optámos pela solução de fazer do Colégio de Nossa Senhora dos Remédios, no Tortosendo, a escola do Seminário Menor e, de facto, é aí que os alunos seminaristas passam a maior parte do seu tempo, no dia a dia. Continua a precisar de reflexão o Seminário Menor nas actuais circunstâncias, incluindo a sua relação com o Pré-seminário ou Seminário em Família. A preocupação pela pastoral das vocações sacerdotais foi constante, embora continue com a consciência de que ela deve ser mais partilhada por todos os agentes pastorais, incluindo os sacerdotes.Também houve esforço por dar atenção à realidade da vida concreta das pessoas que vivem neste nosso interior, mais ou menos raiano, sujeito a muitas pressões de esvaziamento e de algum abandono. Senti e continuo a sentir que não podemos silenciar as implicações. Continuo a sentirar e a ajudar a encontrar caminhos de sustentabilidade para os nossos meios e defesa dos mais carenciados. O Evangelho como contributo para ajudar a encontrar caminhos de sustentabilidade para os nossos meios e defesa dos mais carenciados.Olhando agora para a frente, vejo que precisamos de concentrar a nossa atenção principalmente nas seguintes prioridades pastorais:
1º)A primeira é o nosso Presbitério. Precisamos de continuar a criar todas as condições possíveis para que o nosso Presbitério seja cada vez mais a Fraternidade Sacramental recomendada pelo Concílio. Sinto que nós sacerdotes precisamos de assumir com crescente coragem a nossa missão fundamental de educadores dos fiéis e das comunidades, evitando sempre dois extremos – o autoritarismo e a demissão. Sinto também que temos de progredir na capacidade de trabalho em equipa – entre nós, com os diáconos e com os leigos, especialmen­te os nossos cooperadores pastorais mais directos.
2º)Dentro do grande objectivo pastoral que é criar comunhão de ministérios ao serviço da comunhão da Igreja, temos de continuar a desenvolver todos os esforços para dar aos 18 diáconos permanentes ordenados para serviço da nossa Diocese o lugar que lhes compete na vida e acção pastoral das comunidades. Precisamos que o Directório sobre a vida e o ministério dos diáconos permanentes, sobretudo quanto ás orientações que dá para as três diaconias – da caridade, da Palavra e da liturgia – seja de facto aplicado.
3º)Precisamos de continuar a repensar cada conjunto de paróquias confiado ao mesmo Pároco, admitindo que temos de fazer modificações nesses conjunto e nas acções pastorais desenvolvidas dentro de cada um deles. Esse repensar está já em curso, dando cumprimento ao nosso programa pastoral para este ano e procurando envolver nele todos os órgãos de consulta e decisão da Diocese. Na mesma linha de preocupações, também queremos continuar a valorizar os arciprestados como instâncias de planeamento e acompanhamento pastoral, com participação de sacerdotes, diáconos (onde houver), leigos e comunidades religiosas (onde houver). Aqui o Conselho Pastoral Arciprestal, que estamos a promover com regulamento próprio, será um bom instrumento na medida em que formos capazes de o pôr a funcionar. Também para permitir aos arciprestados assumirem estas novas funções, com a participação de leigos, a formação permanente do Clero passou do âmbito arciprestal para o da zona pastoral.
4º) Queremos dar cumprimento à indicação da última assembleia geral do Clero no sentido de convocar oportunamente uma assembleia de representantes de todo o povo de Deus da Diocese. As circunstâncias aconselham que preparemos e realizemos este evento no quadro das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II, procurando avaliar como está a ser feita sua recepção na nossa Diocese. E isto também no contexto da vivência do ano da Fé proposto pelo Papa Bento XVI.
5º) Sinto que temos de repensar constantemente a acção desenvolvida pelos diferentes Secretariados e Departamentos de acção pastoral da Diocese e também dos diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado que temos ao serviço da formação e vivência da Fé.
6º) A terminar, desejo dizer a todos, mas particularmente aos nossos padres e diáconos que coloco muita esperança na próxima assembleia geral do Clero calendarizada para o mês de Maio deste ano.

Guarda, 16 de Janeiro de 2012+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda.

Domingo, Janeiro 15, 2012

Neste domingo...



Na liturgia deste domingo somos convidados a refletir sobre o Chamamento. Deus, ao longo da história da humanidade, chamou e chama de muitas maneiras: de forma direta, pelo próprio nome, como aconteceu com o jovem Samuel na primeira leitura ou de forma indireta, através de pessoas, como aconteceu com os discípulos que ao ouvirem da boca de João: "Eis o Cordeiro de Deus", seguiram Jesus como nos relata o Evangelho do dia. Hoje Deus continua a chamar; e nós precisamos de ter tempo para O ouvir. Serve-se de muitos modos e quem sabe se nestas palavras que partilho hoje convosco não falará Ele também ao coração de cada um de vós?

Sábado, Janeiro 14, 2012

ANO DE S. MARCOS




Ao iniciarmos o ano litúrgico B, damos de frente com o evangelista S. Marcos que nos irá acompanhar ao longo de todos este ano.
É o Evangelista mais simples, mais pequenino em extensão. Quando ele escreveu a sua obra resolveu escrever sem ordem ainda que de modo fiel todo o ensino que lhe foi veiculado por S. Pedro na sua pregação oral.
Marcos terá nascido em - Jerusalém (Act.12,12); era primo de Barnabé. Acompanhou Paulo na primeira viagem missionária (Act.13,13). Posteriormente desligou-se de São Paulo (Act.15,37ss). Numa das suas cartas S. Paulo recorda as saudades que sente por ele (Fil.1,24).
São Marcos ao escrever o seu evangelho parece desconhecer a geografia da Palestina, e a geografia de Jerusalém. Parece ignorar os costumes judaicos. O seu fim é outro. Provavelmente a sua obra terá sido escrita em ROMA. É pagão. Vem das comunidades helenistas. Actua fora da Palestina. Marcos fala e escreve para os pagãos.
A sua prioridade e a sua temática é: CRISTO / O REINO / A FÉ.

N.d.S.

Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

AS BODAS DE CANÁ





E as filhas de Caná vendo-A tão bela
Vendo o cândido Rabi de Nazaré,
Perguntam admiradas – Quem é Ela?!
E Ele, o lírio pálido, quem é?!
- É um vidente é um semeador
Duma semente que do Céu provém…
E Essa que O mira com tão fundo amor
Parece noiva… irmã… mas é a Mãe!

(Augusto Gil 1873-1929)

Terça-feira, Janeiro 10, 2012

COR VERDE



Terminadas as festas natalícias, que tiveram a sua preparação com a caminhada em advento, a Igreja regressa ao tempo litúrgico ao qual dá o nome de Tempo Comum.
Durante este espaço de tempo a Igreja irá celebrar acontecimentos de Jesus Cristo manifestativos da presença do Reino de Deus o qual germina e cresce nos corações dos que ouvem a Palavra de Jesus, vêem as Suas ações que O revelam, O questionam sobre a Lei, os Profetas e os mais diversos costumes e ainda sobre a nova autoridade de ensino que nele se revela.
É o tempo da sementeira…; é o tempo do crescimento; é tempo de Deus, é tempo do homem para os homens
Diz-se que “A Natureza não dá saltos”. O mesmo poderei afirmar acerca das realidades espirituais!
É que o Reino de Deus cresce sem se dar conta, nem se saber como… Vem uma tarde, vem uma manhã… e Deus continua a obra começada…
Onde?
Em ti, em mim, em todas as pessoas de boa vontade…
É esta esperança / certeza que a Igreja evoca na simbologia da sua cor verde.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

Batismo e ser batizado




Ser batizado seja em que campo for, não se reduz a um simples terminar de etapa feita. Um simples final de meta!
Ser batizado é antes um começar, um partir, um sonhar, um construir…!
Ser batizado é comprometer-se, assumir a identidade que se possui ou adquire…!
É aceitar um desafio, carregar com uma missão. É acreditar em si e também no outro (ninguém se encontra ou é batizado para ficar só).
Ser batizado é realizar-se, apostar em, viver para… É sonhar…!
Ser batizado é ser reconhecido e tratado como tal, pois que tem “provas feitas”.
Ser batizado é concretizar e culminar a iniciação feita. É uma nova maneira de ser, de se aceitar e de acreditar…!
Ser batizado é Amar e deixar-se Amar por…



N.d.S.

Batismo

No dia do Batismo do Senhor será interessante "estudar" este power point.
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